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Audiência das rádios no interior
é maior
Uma pesquisa inédita realizada para a Central
de Rádio do interior, no Rio Grande do Sul,
confirmou o que muitos profissionais já sabiam,
mas não tinham como comprovar. A maioria dos
ouvintes do interior prefere ouvir as emissoras de
sua cidade ou região. Os ouvintes atribuem
esta prefrência a maior afinidade com a programação
e a credibilidade dos profissionais.
O resultado da pesquisa demostrou que 94% dos ouvintes
preferem sintonizar emissoras de sua cidade. Nos municípios
de médio porte, as mulheres são mais
fiéis do que os homens ao rádio local.
Os homens preferem as emissoras da capital, que também
contam com a preferência dos ouvintes de mais
idade a de cidades de pequeno porte. Nestas cidades,
verificou-se ainda que muitos ouvintes sintonizam
emissoras de cidades vizinhas, revelando, segundo
os pesquisadores, uma demanda reprimida pela carência
de programação oferecida pelas emissoras
da própria cidade. Quanto a programação,
a pesquisa demonstrou que 76% dos ouvintes preferem
ouvir noticiários transmitidos por emissoras
locais. Ao procurar programas de música, 88%
dos ouvintes também optam pelas emissoras locais.
A pesquisa revelou ainda que 84% consideram as rádios
locais mais confiáveis, enquanto 80% alegam
ter mais afinidade com estas mesmas emissoras. Segundo
Marlone Stechman, diretora do instituo de pesquisa,
o vínculo mantido entre o ouvinte e a rádio
local apresenta-se independente da potência
e da área de cobertura da emissora. "As
afinidades aparecem pelo fato de compartilharem a
mesma área geográfica", explicou.
Outro resultado surpreendente foi derrubar a idéia
de que a maioria dos ouvintes gosta de futebol. As
entrevistas mostram o contrário, pois 69% disseram
não ouvir a programação deste
esporte. Marlene atribui este desinteresse a falta
de informações sobre os times locais.
A força do público feminino também
foi comprovada pela pesquisa. "O rádio
é o grande companheiro das mulheres porque
é um meio de comunicação que
permite que elas dividam a atençao entre a
programação e os afazeres domésticos",
disse Marlene. Ela lembra que o horário de
maior audiência do público feminino é
justamente das 9 ao meio-dia e que 70% do fluxo do
comércio é gerado pelas mulheres. "A
análise destes dados pode inclusive, mudar
a estratégia de ação das emissoras",
alertou.
Para realizar a pesquisa foram entrevistadas 1350
pessoas, com idade entre 16 e 65 anos, em 24 cidades
do interior gaúcho, todas sorteadas. Opinaram
ouvintes de ambos os sexos e de todas as classes sociais,
emitindo sua preferência e confiabilidade nos
veículos e programas. A Central de Rádio
do Interior, que reúne 243 emissoras gaúchas,
pretende com esta pesquisa, oferecer a seus associados
ferramentas de trabalho para aprimorar o serviço
que vêm desenvolvendo junto às comunidades
do interior do Rio Grande do Sul.
Jornal da Associação Brasileira de
Emissoras de Rádio e Televisão, Ano
I, nº 11.
Rádio Cidade AM de Jundiaí - Sr. Péricles
Jr.
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